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Foi descoberto que o que chamamos de espaço vazio – O VAZIO – na realidade está repleto de imensa energia potencial.
A conclusão ordinária de considerar o espaço como o nada, o lugar onde se situa a matéria, evidentemente converteu-se em nosso espaço. Mas o vazio tem mais energia do que a matéria que está nesse vazio, e, de fato, a matéria e o vazio são uma mesma coisa, há uma continuidade. Foi descoberto que há mais energia em um centímetro cúbico de vazio do que em todo o universo manifestado visível e que qualquer “descoberta” nele certamente pareceria invisível. Significa que cada ponto no vazio tem energia infinita convergindo em um só ponto.
Ao deduzir que cada ponto de energia tem energia infinita que está convergindo de todas as direções para este ponto e, tendo em vista que essa energia infinita está provindo simultaneamente de todas as direções, então há um momento de cancelamento; cancelam-se mutuamente e é por isso que essa quantidade de energia no espaço é invisível. É como, por exemplo, os vetores, quando há um ponto no centro e então um vetor sai por um lado e outro em direção ao lado contrário, mas como são iguais e opostos, então se cancelam; há grande quantidade de energia, mas ela cancela-se e é por isso que não a vemos. É uma energia universal que se cancela a si mesma onidirecionalmente. Este processo de cancelamento onidirecional é tão perfeito que, inclusive, uma quantidade infinita de energia parece estar oculta no espaço vazio.
Esta idéia de que o espaço está infinitamente cheio de energia, tem imensas implicações quanto a nossa maneira de ver o Universo. Assim, cada ponto no qual há total vazio, é onde a energia se está cancelando de maneira perfeita. Mas se, em qualquer ponto, o processo de cancelamento onidirecional não se completa, se há um pequeno desequilíbrio no processo de balanço energético (um vetor sobressai um pouco mais), então há aí uma distorção neste ponto e é desta distorção no cancelamento que resulta a manifestação como matéria. A partir deste ponto de vista toda a matéria, todo o mundo manifestado não é mais que uma temporal assimetria no vazio que se cancela. Isto nos permite fazer com que a ciência comprove que está certo o que os mestres vinham dizendo há muito tempo: que a matéria e o vazio são na realidade a mesma coisa. Esta é uma maneira científica de compreender o que a sabedoria mística sempre nos revelou.
No Sutra, o coração do Budismo, está estabelecido que “a forma é nada e o nada é a forma”. É uma assertiva algo misteriosa, que, todavia, agora é totalmente compreensível em termos da ciência porque, de acordo com a Física da Energia Ponto Zero, toda matéria não é nada mais que uma modificação do vazio.
As implicações destas perspectivas são enormes porque, em lugar de considerar o vazio como uma vacuidade morta, totalmente vazia, resulta que na verdade é um infinito campo exuberante de abundância e potencial, e nós mesmos e nossos corpos somos parte da continuidade dessa infinita abundância. Atualmente existem vários pesquisadores que estão trabalhando para conseguir elaborar aparelhos que nos permitam obter energia elétrica a partir da Energia Ponto Zero, e que conseguiram comprovar que isto é possível. É evidente que existe grande resistência para mostrar tudo que se sabe sobre isso. A ciência da Energia Ponto Zero demonstra os benefícios de uma realidade onde, não a escassez, mas a abundância vigora. Agora os recursos são escassos e a sua utilização é baseada no medo. Fala-se que existe uma escassez de energia e que devemos competir para conseguir esses recursos limitados. Claro, é assim, se pensarmos somente a partir do petróleo puro e dos reatores nucleares. Todos estes métodos de produzir energia contaminam e tem resíduos daninhos para o Planeta. O problema (que na verdade não considero um problema) com a Energia Ponto Zero, é que ela é abundante e gratuita. Esta tecnologia, de fato, nos permite um mundo no qual tem toda a energia que queremos, gratuita e limpa, sem nenhum prejuízo para o Planeta.
Texto do cientista Mark Comings, do Movimento Mundial de Paz e de Mudança para o Calendário de 13 Luas de 28 Dias.
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